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CASO MACHADINHO

MPRO denuncia irmão de Poliana Gonçalves por latrocínio em Machadinho

Três pessoas foram denunciadas pela morte da servidora, ocorrida em março deste ano

Publicado em 01/10/2026 às 11:09

(Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou três pessoas pela morte de Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, ocorrida em março deste ano, em Machadinho d’Oeste. Entre os denunciados está o irmão da vítima, João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, que também responde por fraude processual.

A denúncia foi apresentada pelo MPRO em 22 de setembro e ainda será analisada pela Justiça. Além de João Vitor, foram denunciados M.S.A. e H.M.S.F., todos presos preventivamente.

Vítima foi alvo de violência dentro de casa

Segundo o Ministério Público, Poliana foi morta no dia 18 de março de 2026, dentro da própria residência, na região central de Machadinho d’Oeste. A servidora teria sido amarrada e vendada antes de sofrer agressões físicas e psicológicas.

O laudo apontou 23 lesões provocadas por instrumentos perfurocortantes.

Ainda conforme a denúncia, durante o crime houve uma chamada de vídeo com M.S.A. e foram exigidas transferências bancárias. Um total de R$ 3,1 mil teria sido enviado para uma conta relacionada a um dos denunciados.

Após a morte, o grupo teria levado o celular da vítima e uma motocicleta Honda Biz. Imagens de câmeras de segurança registraram H.M.S.F. utilizando o veículo, que posteriormente teria sido abastecido e abandonado.

Irmão também é acusado de fraude processual

A investigação também apontou elementos que, segundo o MPRO, colocam João Vitor dos Santos Gonçalves entre os envolvidos no crime.

Entre as provas citadas estão uma impressão digital atribuída a João Vitor encontrada sobre a televisão da residência, além de divergências apontadas em relação ao álibi apresentado por ele e ao local onde estaria no momento dos fatos.

O Ministério Público também denunciou João Vitor por fraude processual. Conforme a acusação, ele teria produzido uma fotografia do quarto da vítima após o crime e alterado a posição de objetos, da cama e do corpo para interferir na apuração.

A perícia teria identificado diferenças entre a disposição dos elementos registrada na imagem e aquela encontrada pelos investigadores.

Investigação também analisou movimentações digitais

A apuração incluiu ainda a análise de possíveis tentativas de acesso às contas digitais da vítima e de recuperação da linha telefônica utilizada por ela.

Duas outras pessoas mencionadas durante a investigação morreram. Por isso, o MPRO não apresentou denúncia contra elas e pediu a extinção da punibilidade em razão dos óbitos.

O Ministério Público informou ainda que, neste momento, não ofereceu denúncia pelo crime de organização criminosa, embora tenha identificado elementos que apontam para possíveis vínculos entre os investigados. Segundo o órgão, novas provas poderão levar à reavaliação desse ponto.

A denúncia agora será analisada pela Justiça, que decidirá se os acusados responderão ao processo pelos crimes apontados pelo MPRO.

Fonte: Da Redação

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