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CASO EM MIRANTE

Mulher confessa ter matado marido a facada após supostas agressões em RO

Priscila de Jesus disse à polícia que agiu para se defender durante uma discussão

Publicado em 02/10/2026 às 16:16

(Foto: Divulgação)

Uma discussão dentro de uma caminhonete terminou com a morte do fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, na noite de domingo (27), em uma área rural de Mirante da Serra, em Rondônia. A esposa dele, Priscila de Jesus, confessou à Polícia Civil ter desferido uma facada contra o marido e afirmou que agiu para se defender de agressões.

O corpo de Vanderlei foi encontrado às margens de uma estrada rural. Próximo ao local estava a caminhonete utilizada pelo casal, com as duas portas traseiras abertas. No interior do veículo, os policiais localizaram vestígios de sangue e uma bolsa contendo a carteira e documentos de Priscila.

Segundo o delegado Flaviano José, responsável pelo caso, as duas filhas do casal estavam dentro do veículo no momento da discussão. A investigação aponta que Priscila e Vanderlei teriam iniciado uma briga dentro da caminhonete, quando ela pegou uma faca e atingiu o marido.

Perícia aponta perfuração no peito

O exame realizado pelo médico-legista identificou uma perfuração no lado esquerdo do peito de Vanderlei. Ele também apresentava lesões nas mãos, consideradas pelo delegado compatíveis com uma possível tentativa de defesa.

A faca apontada como a utilizada no crime foi encontrada dentro da caminhonete. Ainda conforme a Polícia Civil, testemunhas relataram que Vanderlei tinha o costume de carregar uma faca no veículo.

Após o golpe, segundo a investigação, Priscila deixou uma das filhas próxima ao corpo do marido e seguiu para uma área urbana em busca de ajuda. Ela teria procurado um estabelecimento comercial e informado ao proprietário que Vanderlei estava morto.

Depois disso, a mulher deixou o local e não foi mais localizada.

Prisão preventiva não foi cumprida

A Justiça chegou a expedir um mandado de prisão preventiva contra Priscila. A ordem, porém, não foi cumprida devido à restrição prevista na legislação eleitoral durante o período que antecede as eleições.

O delegado Flaviano José explicou que a legislação impede o cumprimento de prisões preventivas nos cinco dias anteriores ao pleito e nas 48 horas posteriores à votação.

Nesse intervalo, segundo a explicação apresentada pela Polícia Civil, a prisão pode ocorrer em situações específicas, como flagrante delito, cumprimento de pena definitiva ou descumprimento de salvo-conduto eleitoral.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte e analisar a versão apresentada pela mulher sobre as supostas agressões.

Fonte: Da Redação

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