PREVENÇÃO
Jovens de Rondônia têm até dezembro para atualizar vacinação contra o HPV pelo SUS
Estratégia contempla adolescentes e jovens de 15 a 19 anos
Publicado em 01/07/2026 às 10:26
Adolescentes e jovens de Rondônia com idade entre 15 e 19 anos que ainda não foram vacinados contra o HPV terão mais tempo para atualizar a caderneta de vacinação. O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia de resgate vacinal, permitindo que esse público procure as unidades de saúde para receber gratuitamente a dose pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida busca ampliar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do papilomavírus humano (HPV), responsável por diversos tipos de câncer, principalmente o de colo do útero, além de tumores de pênis, vulva, ânus, boca e garganta.
Desde o início da estratégia em todo o país, quase 300 mil doses foram aplicadas entre adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. Segundo o Ministério da Saúde, foram 287.674 imunizações, sendo 124.172 em mulheres e 163.502 em homens.
Com a prorrogação da campanha, estados e municípios, incluindo Rondônia, deverão intensificar as ações de vacinação, promovendo a imunização não apenas nas unidades de saúde, mas também em escolas, universidades e outros espaços frequentados pelos jovens.
A estratégia foi criada para alcançar adolescentes que não receberam a vacina na idade recomendada, fortalecendo a prevenção de doenças relacionadas ao HPV.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028, reforçando a importância da vacinação como principal forma de prevenção.
Quem pode se vacinar em Rondônia
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Com a prorrogação da estratégia nacional, jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante também podem procurar a unidade básica de saúde mais próxima em qualquer município de Rondônia.
O imunizante também está disponível para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Fonte: Redação
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