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SAÚDE

Pacientes com transtornos mentais deixam internação de longa permanência

Nove usuários do SUS foram transferidos para moradias assistidas

Publicado em 26/06/2026 às 10:39

Nove pacientes com transtornos mentais que estavam internados por longos períodos no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e em serviços de acolhimento em Rondônia passaram a viver em residências terapêuticas como parte do processo de desinstitucionalização da saúde mental no estado.

A iniciativa, iniciada em junho pelo Governo de Rondônia, busca garantir moradia, acompanhamento multiprofissional e reinserção social a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em situação de extrema vulnerabilidade e abandono familiar.

As residências terapêuticas são destinadas a pessoas que permaneceram por longos períodos em hospitais psiquiátricos ou outras instituições e que não possuem condições de retornar ao convívio familiar. Nesses locais, os moradores recebem acompanhamento de equipes de saúde e assistência social em um ambiente voltado à autonomia e à convivência comunitária.

De acordo com a coordenação estadual de Saúde Mental, a desinstitucionalização representa uma mudança no modelo de atendimento, substituindo internações prolongadas por cuidados realizados em liberdade e com suporte contínuo.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o novo modelo pretende favorecer a continuidade do tratamento, estimular a autonomia dos pacientes e ampliar as oportunidades de inclusão social.

A desinstitucionalização psiquiátrica integra a política nacional de saúde mental e consiste na substituição das internações de longa permanência por serviços comunitários, garantindo às pessoas com transtornos mentais o direito à convivência em sociedade e ao tratamento humanizado.

Fonte: Redação