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JULHO AMARELO

Rondônia busca pacientes que interromperam tratamento contra hepatite B entre 2023 e 2026

Levantamento da Agevisa pretende identificar causas do abandono da medicação

Publicado em 10/07/2026 às 09:59

(Foto: Imagem ilustrativa | Reprodução)

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa-RO) iniciou um levantamento para identificar o perfil dos pacientes que interromperam ou pausaram o tratamento contra a hepatite B entre os anos de 2023 e 2026.

A hepatite B é uma infecção viral crônica que pode evoluir para complicações graves, como cirrose e câncer de fígado, quando não tratada adequadamente. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça gratuitamente medicamentos antivirais para o controle da doença, a interrupção da medicação compromete a eficácia do tratamento e aumenta os riscos à saúde dos pacientes.

Um dos principais desafios está concentrado na região de saúde Madeira-Mamoré, que reúne cerca de 666 mil habitantes e engloba os municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Nova Mamoré e Guajará-Mirim.

Segundo a Agevisa, fatores como a grande mobilidade populacional e as características de municípios localizados na faixa de fronteira com a Bolívia dificultam a manutenção do acompanhamento contínuo e a retirada regular dos medicamentos pelos pacientes.

A ação integra as atividades da campanha Julho Amarelo 2026, voltada ao enfrentamento das hepatites virais em Rondônia. A programação inclui vacinação, distribuição de insumos, capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), atividades voltadas às pessoas privadas de liberdade e a realização de um webinário sobre o papel da Atenção Primária na meta de eliminação das hepatites virais até 2030.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o objetivo do levantamento é identificar os fatores que levam ao abandono do tratamento e, a partir dessas informações, fortalecer a rede de assistência e ampliar as estratégias de busca ativa e acompanhamento dos pacientes.

Pessoas com diagnóstico de hepatite B, maiores de 18 anos, que interromperam o tratamento ou deixaram de comparecer às consultas nos últimos anos, são orientadas a procurar o Serviço de Atenção Especializada (SAE), o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) ou a unidade de saúde onde iniciaram o acompanhamento.

O SUS disponibiliza gratuitamente exames periódicos e os medicamentos necessários para o controle da doença e prevenção de complicações hepáticas.

Fonte: Redação