OPERAÇÃO ALCANCE
Operação Alcance: 15 são condenados a penas que somam 97 anos em Rondônia
Justiça reconheceu crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa; MPRO vai recorrer de absolvições
Publicado em 15/10/2026 às 14:44
Uma investigação iniciada pela Polícia Federal em 2021 terminou com a condenação de 15 réus por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa em Rondônia. As penas somadas chegam a 97 anos de reclusão, conforme sentença da 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho.
O resultado faz parte da Operação Alcance, também chamada de Aysha, que apurou a atuação de uma estrutura criminosa ligada à circulação e à ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas. O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), acompanhou a ação penal.
Réus foram condenados por lavagem de dinheiro e organização criminosa
Conforme a decisão judicial, 14 acusados foram condenados por lavagem de capitais e 12 por integração de organização criminosa. Parte dos réus recebeu condenação pelos dois crimes.
A maior pena foi fixada em 14 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 55 dias-multa. A segunda maior chegou a dez anos de prisão, também em regime fechado, e 37 dias-multa.
Segundo o balanço divulgado pelo MPRO, entre os 15 condenados, dois deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado, dez no semiaberto e três no aberto.
Esquema usava empresas e contas bancárias
A sentença reconheceu que o grupo tinha divisão de tarefas para movimentar e ocultar dinheiro obtido com atividades ilícitas. A estrutura envolvia a articulação entre integrantes e a logística de circulação dos recursos.
Nas condenações por lavagem de capitais, a Justiça apontou o uso de estabelecimentos comerciais e contas bancárias para ocultar ou dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos valores.
Operação começou em 2021
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em Rondônia e do Grupo de Investigações Sensíveis em Porto Velho. Os trabalhos incluíram vigilância e monitoramento, análise de informações, quebras de sigilos bancário e fiscal, buscas, apreensões e outras medidas cautelares.
A fase ostensiva da Operação Alcance foi deflagrada em 1º de setembro de 2021, com mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos em quatro unidades da Federação.
Após a conclusão do inquérito, o MPRO apresentou a denúncia em 10 de dezembro de 2021. A Justiça recebeu a acusação no dia 17 daquele mês.
Denúncia envolvia 45 pessoas
A denúncia apresentada pelo Ministério Público abrangia 45 pessoas. Nesta etapa do processo, 37 réus foram julgados, dos quais 15 acabaram condenados por pelo menos um dos crimes atribuídos a eles.
O MPRO informou que vai recorrer das absolvições e de outros pontos da sentença em que a acusação não foi acolhida integralmente.
A decisão representa mais uma etapa judicial da investigação sobre a estrutura financeira do grupo, mas o processo ainda poderá passar por novas análises em razão dos recursos.
Fonte: Da Redação
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