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FORAGIDO DA JUSTIÇA

Polícia procura presidente da Expojipa acusado de mortes em conflito agrário em RO

Sérgio Suganuma está com prisão preventiva decretada há mais de 20 dias e não foi localizado

Publicado em 08/10/2026 às 14:24

(Foto: Divulgação)

Mais de uma década após um conflito agrário que terminou com duas mortes em Cujubim, um dos réus do caso continua sendo procurado pela Justiça. A Polícia Civil de Rondônia divulgou nesta quinta-feira (8) a fotografia de Sérgio Sussumu Suganuma, presidente da Expojipa e da Associação Rural de Rondônia, e pediu ajuda da população para localizar o suspeito.

Segundo a Polícia Civil, Suganuma é considerado foragido, com mandado de prisão preventiva em aberto. A ordem foi expedida em 14 de setembro, após o julgamento do caso ser suspenso.

O processo envolve as mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23, ocorridas em 2016 durante um conflito relacionado à ocupação de uma propriedade rural.

Polícia divulga foto para tentar localizar suspeito

A Delegacia Regional de Ariquemes informou que realizou diligências para encontrar Suganuma, mas não conseguiu localizá-lo.

Com a divulgação da fotografia, a Polícia Civil solicita que informações sobre o possível paradeiro do investigado sejam repassadas às autoridades. A corporação reforça que a colaboração da população pode auxiliar no cumprimento da ordem judicial.

Entenda o caso

Conforme a denúncia, Suganuma é apontado como responsável por organizar uma equipe clandestina de segurança contratada para impedir a entrada de ocupantes em uma fazenda na zona rural de Cujubim.

Segundo a acusação, o serviço teria sido contratado pelo proprietário da área, identificado como Paulo I., pelo valor de R$ 105 mil.

Os crimes ocorreram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016. Em 1º de fevereiro, Alysson foi encontrado morto e carbonizado dentro de um veículo. A identificação foi confirmada por exames do Instituto Médico Legal (IML).

Ruan desapareceu na mesma região e nunca teve o corpo localizado. As buscas começaram no dia em que Alysson foi encontrado e continuaram por quatro dias, mas não houve resultado.

Julgamento foi suspenso

O julgamento dos acusados estava marcado para 14 de setembro, exatamente dez anos após os crimes, mas acabou interrompido depois que os advogados de defesa deixaram a sessão.

Os defensores alegaram que não tiveram acesso a novas provas. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), porém, informou que o material já estava disponível à defesa e havia passado apenas por um processo recente de digitalização.

Diante da suspensão, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) pediu a prisão preventiva dos acusados como forma de garantir a aplicação da lei penal e a regularidade do processo até a realização de um novo julgamento.

A Justiça também determinou que os réus arquem com as despesas provocadas pelo cancelamento da sessão.

Além de Suganuma, Rivaldo de S., Moisés F. de S. e Jonas A. dos S. S. foram presos no dia em que o julgamento seria realizado.

As acusações ainda serão submetidas ao julgamento, e os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Fonte: Da Redação

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