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ENERGIA ELÉTRICA

Conta de luz segue mais cara em junho com manutenção da bandeira amarela

Consumidores continuam pagando cobrança extra devido ao período seco no país

Publicado em 01/06/2026 às 09:20

(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Os consumidores brasileiros continuarão pagando mais pela energia elétrica em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês, o que representa cobrança adicional nas contas de luz em todo o país.

Com a decisão, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida vale para os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que abrange a maior parte do território brasileiro.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está relacionada à redução das chuvas e à chegada do período seco em diversas regiões do país. Com menor volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.

De janeiro a abril, os consumidores permaneceram sob bandeira verde, sem cobrança adicional. Em maio, porém, a Aneel acionou a bandeira amarela diante da mudança nas condições de geração de energia, cenário que se mantém neste início de junho.

Entenda as bandeiras tarifárias

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa ao consumidor o custo real da geração de energia elétrica no país. As cores funcionam como um indicativo das condições de produção e dos custos do setor elétrico.

Atualmente, os valores adicionais são os seguintes:

  • Bandeira verde:sem cobrança extra;
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Como economizar

Com a manutenção da bandeira amarela, especialistas recomendam atenção ao consumo para evitar aumento na fatura. Entre as medidas estão apagar luzes de ambientes vazios, reduzir o tempo de uso do chuveiro elétrico, manter aparelhos desligados da tomada quando não estiverem em uso e priorizar equipamentos com maior eficiência energética.

A expectativa do setor elétrico é que as condições climáticas dos próximos meses sejam determinantes para a definição das bandeiras tarifárias no segundo semestre.

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