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PARALISAÇÃO

Consórcio da BR-364 afirma cumprir obrigações trabalhistas e alerta para impactos da greve

Empresa diz que movimento compromete cronograma dos serviços na obra do Porto Novo

Publicado em 08/07/2026 às 17:27

Diante do movimento grevista por parte de funcionários que executam as obras na BR-364, o Consórcio Construtor BR-364, empresa responsável pelo serviço, divulgou nota nesta quarta-feira (8) em que afirma cumprir integralmente as obrigações previstas na Convenção Coletiva de Trabalho vigente e toda a legislação trabalhista, previdenciária e de segurança do trabalho aplicável às suas atividades.

Segundo a empresa, as condições de trabalho atualmente praticadas são resultado de negociações realizadas entre o sindicato patronal e o sindicato dos trabalhadores, motivo pelo qual entende estar observando todos os instrumentos coletivos em vigor.

Porém, a empresa teme pelo atraso e até interrupção do serviço. Na nota, o consórcio informou ainda que adotou medidas legais para assegurar a continuidade das obras, a segurança dos trabalhadores e a manutenção das atividades do empreendimento.

A empresa destacou também que decisões liminares concedidas pelo Poder Judiciário garantiram o direito ao trabalho, a livre circulação de pessoas, veículos e equipamentos, além do acesso às frentes de serviço, medidas que, segundo o consórcio, vêm sendo cumpridas integralmente.

De acordo com a construtora, a paralisação tem provocado impactos diretos na execução das obras do Acesso ao Porto Novo, considerado um empreendimento estratégico para a mobilidade urbana de Porto Velho e para a logística de Rondônia.

O consórcio afirma que a continuidade do movimento tem reduzido a produtividade das equipes e poderá afetar o prazo de entrega da obra. Caso a situação persista, a empresa informou que poderá reduzir ou até desmobilizar temporariamente algumas frentes de trabalho em razão da inviabilidade operacional e econômica de manter equipes e equipamentos sem condições regulares de execução.

Ainda conforme a nota, eventual desmobilização ocorreria exclusivamente em decorrência dos impactos provocados pela continuidade da paralisação.

Por fim, o consórcio lamentou os prejuízos causados à obra e manifestou expectativa de que a situação seja solucionada rapidamente, permitindo a retomada integral das atividades e evitando novos impactos aos trabalhadores, à população e ao empreendimento.

Fonte: Redação