MEIO AMBIENTE
Prefeitura demole construção irregular em área de preservação na zona Leste de Porto Velho
Imóvel erguido às margens de um curso d'água no bairro Esperança da Comunidade foi removido
Publicado em 01/07/2026 às 09:17
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) executou, na terça-feira (30), uma operação de demolição em uma ocupação irregular localizada em Área de Preservação Permanente (APP) na avenida Pinheiro Machado, bairro Esperança da Comunidade, zona Leste da capital.
O imóvel foi construído dentro da faixa de 30 metros da margem de um curso d'água, o que caracteriza ocupação irregular em APP. Esse tipo de construção representa risco à população, podendo causar enchentes, deslizamentos de terra e outros danos ambientais. Além disso, edificações nessas áreas não podem ser regularizadas pela Prefeitura e estão sujeitas à demolição, independentemente do tempo de existência.
A demolição é resultado de um processo judicial movido pela Prefeitura em 2011. O proprietário foi notificado, multado e a residência interditada, mas o imóvel permaneceu no local. Após 15 anos de tramitação, ficou comprovado que a construção avançava sobre a borda da calha de um curso d'água, região de proteção ambiental crítica, o que culminou na demolição e na reintegração de posse ao município.
A operação contou com a atuação conjunta de equipes da Sema, da Procuradoria Geral do Município (PGM), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e da Polícia Militar, garantindo que a ação fosse executada dentro dos padrões legais e com segurança.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, reforçou o alerta à população sobre os riscos de ocupar áreas próximas a cursos d'água. "Alertamos a população sobre os perigos e as consequências legais de ocupar as margens dos rios. Essas áreas são protegidas para garantir a segurança hídrica, a estabilidade do solo e o bem-estar da comunidade. Quem ocupa esses espaços não apenas desrespeita a lei, mas também coloca vidas em risco. A Sema vai continuar fiscalizando essas áreas com compromisso e responsabilidade”.
De acordo com o Código Florestal, as Áreas de Preservação Permanente têm a função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar da população. Construções nessas áreas são consideradas crimes ambientais e estão sujeitas à demolição, conforme determina a legislação federal e as normas municipais.
A Sema reforça que ocupações irregulares que ameaçam APPs, rios e matas nativas serão tratadas com o rigor da lei e segue firme na fiscalização ambiental em todo o município de Porto Velho.
Fonte: Redação
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