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Léo Moraes critica greve da educação e afirma que Prefeitura vai recorrer à Justiça

Prefeito diz que movimento é ilegal e destaca avanços da gestão em seu pronunciamento

Publicado em 06/08/2026 às 14:33

(Foto: Reprodução | Instagram @leomoraes)

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, se pronunciou no início da tarde desta quinta-feira (6) contra a greve aprovada pelos trabalhadores da educação da rede municipal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo classificou o movimento como ilegal, afirmou que a Prefeitura vai recorrer à Justiça e defendeu a continuidade das aulas para evitar prejuízos aos estudantes.

"Eu não vou aceitar que tentem transformar a educação em palco de disputa política", declarou ao abrir o pronunciamento.

Segundo o prefeito, a administração municipal buscará medidas judiciais para impedir a paralisação. "Consideramos essa greve ilegal e ela será judicializada, para que os nossos alunos não fiquem sem aula", afirmou.

Durante a manifestação, Léo Moraes também destacou que Porto Velho alcançou a maior nota de sua história no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade do ensino no país, após quase uma década de estagnação.

Ele atribuiu o resultado às ações implementadas pela atual gestão e afirmou que, em um ano e meio de governo, foram atendidas reivindicações históricas da categoria. Entre elas, citou a implantação do piso do magistério, o fim das indicações políticas para os cargos de diretores e vice-diretores das escolas e a destinação de mais de R$ 38 milhões para valorização dos servidores da educação.

O prefeito também ressaltou investimentos voltados aos estudantes, como a criação da creche noturna, oferta de lanche extra, distribuição de kits escolares inclusivos e a ampliação do ensino em tempo integral. Segundo ele, o número de alunos atendidos nessa modalidade passou de 128 para quase 2,5 mil.

Léo Moraes afirmou ainda que a paralisação não conta com o apoio da maioria dos profissionais da rede municipal. De acordo com ele, as visitas realizadas às escolas mostram que grande parte dos servidores deseja permanecer em sala de aula e reconhece os avanços promovidos pela atual administração.

Apesar disso, o prefeito reconheceu que ainda existem desafios. "Sabemos que ainda há muito o que fazer. Ninguém está dizendo que está tudo resolvido", declarou, acrescentando que a Prefeitura continuará dialogando com a categoria e realizando novos investimentos na educação.

Reivindicações da categoria

A greve foi aprovada durante Assembleia Geral Unificada realizada na manhã desta quinta-feira (6), na sede administrativa do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (Sintero). O encontro reuniu representantes do Sintero, do Sindicato dos Professores e Professoras do Estado de Rondônia (Sinprof) e do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (Sindeprof).

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão:

* pagamento do piso salarial do magistério na carreira até o mês de agosto;

* definição de um cronograma para quitação dos retroativos do piso referentes aos anos de 2020, 2023, 2024 e 2026;

* concessão de reajuste aos técnicos administrativos no mesmo percentual aplicado ao piso do magistério;

* aumento da gratificação de docência de 11% para 20%;

* reajuste do auxílio-alimentação de R$ 500 para R$ 1.300;

* pagamento imediato dos resíduos de horas extras e adoção de medidas para impedir a continuidade da geração desses passivos.

O que dizem os sindicatos

Em nota, as entidades sindicais informaram que a decisão pela greve foi tomada após discussão e votação das pautas apresentadas durante a assembleia.

A presidente do Sintero, Dioneida Castoldi, afirmou que todos os procedimentos legais para a realização do movimento foram esclarecidos à categoria, incluindo o cumprimento das exigências previstas na legislação. A assessoria jurídica também orientou os trabalhadores sobre os trâmites necessários antes do início da paralisação.

Conforme deliberado pela Assembleia Geral Unificada, a greve está prevista para começar na próxima quarta-feira, 12 de agosto, após o cumprimento do prazo legal de 72 horas e da notificação oficial à Prefeitura de Porto Velho.

As entidades afirmam que a mobilização busca garantir a valorização dos profissionais da educação e a efetivação de direitos considerados pendentes, reafirmando o compromisso com a defesa de uma educação pública de qualidade.


Fonte: Diana Braga