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Arrecadação

Confira a nova tabela e alíquotas do Imposto de Renda 2026

Efeitos só serão sentidos no salário pago a partir de fevereiro.

Publicado em 06/01/2026 às 15:10
Atualizado em

(Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em vigor desde 1º de janeiro, a nova tabela do Imposto de Renda 2026 ampliou a faixa de isenção e criou mecanismos de redução do imposto para a classe média. Quem ganha até R$ 5 mil por mês passou a ter isenção total, enquanto rendas de até R$ 7.350 contam com descontos progressivos por meio de redutores que funcionam em conjunto com a tabela tradicional, mantida nos mesmos valores de 2025.

A isenção vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto diminui de forma gradual, sendo maior para quem está mais próximo do teto de isenção e menor à medida que o salário se aproxima do limite máximo do benefício. As mudanças já valem para os salários pagos desde janeiro e serão consolidadas na declaração de 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Na apuração anual, também haverá isenção para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026 e redução progressiva para rendas de até R$ 88,2 mil. Acima desse valor, não há desconto adicional. O redutor anual não pode gerar imposto negativo nem restituição extra, apenas diminuir o valor devido.

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil. A alíquota mínima pode chegar a 10% para quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano e considera salários, dividendos e rendimentos financeiros tributáveis, excluindo aplicações incentivadas, heranças, doações e indenizações.

Outra mudança relevante é a tributação de dividendos: valores acima de R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma empresa passam a ter retenção de 10% na fonte, compensável na declaração anual. Segundo o governo, cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas pela ampliação da isenção e dos descontos, com custo estimado de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação sobre a alta renda e grandes dividendos.


* Com informações da Agência Brasil

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