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CONDENAÇÃO

Integrantes de facção são condenados por tentar matar testemunha de homicídios

Crime foi ordenado de dentro de presídios para garantir a impunidade de assassinatos

Publicado em 29/07/2026 às 11:37
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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de quatro integrantes de uma facção criminosa acusados de mandar executar uma testemunha de um duplo homicídio ocorrido em 2019, em Porto Velho. O atentado foi planejado de dentro de unidades prisionais com o objetivo de impedir que a vítima identificasse os autores dos assassinatos.

O julgamento foi realizado na segunda-feira (27) e durou cerca de 13 horas. Atuaram no Tribunal do Júri os promotores de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, Marcele Tavares Mathias e Marcel Barboza Ferreira. Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público e condenaram os quatro réus por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por assegurar a impunidade de outro crime. Um dos condenados também foi responsabilizado por porte ilegal de arma de fogo.

Durante o julgamento, ficou comprovado que os acusados integravam uma organização criminosa. Três deles já haviam sido condenados, em 2024, pelo assassinato de Francisco Carlos Gomes e Vilmar Matos dos Santos. As vítimas foram mortas por engano, após serem confundidas com integrantes de uma facção rival. Segundo o MPRO, ambos não possuíam antecedentes criminais: um trabalhava como pintor e o outro era mototaxista.

Uma testemunha presenciou a execução do duplo homicídio e, por esse motivo, passou a ser alvo da facção. Em 21 de abril de 2019, dois homens atentaram contra sua vida, efetuando quatro disparos de arma de fogo. Apesar de ferida, a vítima sobreviveu ao ataque.

Pelas condenações desta semana, três réus receberam pena de 17 anos e 9 meses de prisão, enquanto o quarto foi condenado a 20 anos de reclusão.

Para os promotores de Justiça, a decisão do Tribunal do Júri representa uma resposta firme do sistema de Justiça ao avanço das facções criminosas na capital.

Segundo o MPRO, as condenações reforçam o enfrentamento à violência provocada pela disputa entre organizações criminosas em Porto Velho, conflito que tem deixado dezenas de mortos e feridos, incluindo pessoas sem qualquer envolvimento com o crime organizado.

Fonte: Redação