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JUSTIÇA

Homem é condenado a 21 anos por matar jovem a tiros na frente da namorada em Porto Velho

Júri reconheceu motivo fútil e emboscada; vítima tinha 21 anos e foi morta enquanto pilotava uma motocicleta.

Publicado em 29/10/2026 às 09:34

(Foto: Divulgação)

Um homem foi condenado a 21 anos de prisão pela morte de João Victor Pereira de Amorim, de 21 anos, assassinado a tiros em Porto Velho. A sentença foi definida nesta terça-feira (27), após o Conselho de Sentença acolher a acusação apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) e rejeitar as teses da defesa.

O réu, identificado como P. C. S., foi considerado culpado por homicídio qualificado. Os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo fútil, mediante emboscada e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A acusação foi conduzida em plenário pela promotora de Justiça Natalie Del Carmem Rodrigues de Carvalho Maranhão. Durante o julgamento, os jurados também rejeitaram as alegações de legítima defesa, excesso culposo na legítima defesa e privilégio por violenta emoção.

Jovem foi surpreendido enquanto pilotava moto

O crime aconteceu em 28 de maio de 2025, em Porto Velho. João Victor pilotava uma motocicleta e levava a namorada na garupa quando foi abordado por outro motociclista armado.

Conforme a acusação apresentada no julgamento, o réu teria monitorado a vítima antes de efetuar vários disparos pelas costas. João Victor foi atingido e morreu no local. A namorada, que estava na garupa, não foi ferida.

O ataque também foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostraram o momento em que o motociclista se aproximou da vítima em um cruzamento e efetuou os disparos.

Suspeito se apresentou à polícia após o crime

Após o homicídio, Patrick Cardoso dos Santos, apontado como suspeito, permaneceu foragido até se apresentar à polícia em 27 de junho de 2025, segundo as informações divulgadas na época. A apresentação ocorreu de forma voluntária, conforme informou a defesa.

Antes de se entregar, ele alegou ter cometido o crime por medo de ameaças que, segundo sua versão, teriam sido feitas pela vítima. A defesa sustentou argumentos relacionados à legítima defesa durante o processo, mas as teses foram rejeitadas pelos jurados.

A condenação representa o resultado do julgamento pelo Tribunal do Júri, que reconheceu as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público e fixou a pena em 21 anos de prisão.

Fonte: Da Redação

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