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PIX ATUALIZADO

Pix ganha ajustes para facilitar pagamentos recorrentes e cobranças automáticas

Nova versão do sistema melhora gestão do Pix Automático e integração para empresas

Publicado em 08/09/2026 às 11:02

(Foto: Divulgação)

Quem usa o Pix para pagar mensalidades ou serviços recorrentes pode encontrar uma experiência cada vez mais integrada. O Banco Central (BC) colocou em vigor uma atualização técnica que aprimora o gerenciamento das recorrências do Pix Automático, modalidade voltada a cobranças periódicas, como mensalidades de academias, escolas e serviços de streaming.

As mudanças estão nas versões 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI) e da API Pix. De acordo com o Banco Central, a atualização reúne melhorias técnicas e ajustes de texto identificados a partir das interações com participantes do mercado durante o primeiro ano de funcionamento do Pix Automático.

A alteração foi divulgada por meio da Instrução Normativa BCB nº 769. O MPI faz parte do Regulamento do Pix e estabelece padrões para a iniciação de pagamentos, incluindo especificações relacionadas aos QR Codes.

Já a API Pix funciona como uma ponte tecnológica entre sistemas de empresas e instituições participantes do Pix. Por meio dela, processos de cobrança podem ser automatizados, reduzindo a necessidade de operações manuais.

Como a tecnologia funciona

A API Pix permite que empresas integrem seus sistemas de vendas ou gestão diretamente às instituições financeiras e de pagamento participantes do sistema.

Com essa integração, é possível automatizar tarefas como a emissão de QR Codes para cobranças imediatas, pagamentos com vencimento futuro ou parcelados, além da gestão de cobranças recorrentes do Pix Automático e da conciliação financeira em tempo real.

Na prática, quando uma empresa utiliza a API, informações sobre o pagamento podem ser integradas automaticamente ao sistema de gestão assim que a transação é concluída.

Segundo Márcia Regina Vicari, chefe da Divisão de Gestão do Pix, a diferença está justamente no nível de integração dos processos.

“Quem utiliza a API opera de forma integrada e com informações em tempo real; quem não utiliza depende de processos mais manuais, que podem demandar mais tempo e esforço operacional”, explicou.

QR Code dinâmico ganhou espaço

A expansão da API Pix também acompanha o crescimento do uso do QR Code dinâmico no comércio brasileiro.

Segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, a participação desse tipo de QR Code nas transações passou de 5% em 2021 para 40% em 2025. A tecnologia permite que a cobrança seja gerada de forma integrada entre os sistemas do estabelecimento e a instituição financeira.

No comércio físico ou em lojas virtuais, por exemplo, a geração automatizada do código pode diminuir etapas para o consumidor e permitir que a confirmação do pagamento seja registrada rapidamente no sistema da empresa.

Para Márcia Regina, a ferramenta também contribui para a gestão financeira dos negócios.

“Para quem empreende, a API Pix simplifica a gestão financeira, automatiza processos e agiliza o recebimento de recursos. Além disso, viabiliza funcionalidades como o Pix Automático, que permite cobranças recorrentes com mais praticidade”, afirmou.

Ela acrescentou que, para o consumidor, a integração tende a tornar o pagamento mais rápido e conveniente.

Quem pode utilizar

Empresas interessadas em utilizar a API Pix, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), podem contratar o serviço junto a instituições financeiras ou de pagamento que participam do Pix.

A partir da integração, funcionalidades de cobrança podem ser incorporadas aos sistemas de vendas ou gestão da empresa. Entre elas está a geração automatizada de QR Codes dinâmicos e o acompanhamento das informações de pagamento.

Para negócios que não utilizam a API, continuam disponíveis alternativas como QR Codes estáticos e chaves Pix. Nesses casos, algumas etapas podem depender da inserção manual de informações pelo cliente e da conferência dos pagamentos.

Atualização busca ampliar integração

Além das melhorias no Pix Automático, a padronização da API também é apontada pelo Banco Central como um mecanismo para ampliar a integração entre empresas e instituições financeiras.

A expectativa é que padrões tecnológicos comuns reduzam barreiras para empresas que desenvolvem soluções de cobrança e facilitem a entrada de novos serviços no mercado.

Com mais empresas conectadas às funcionalidades do Pix, a tecnologia pode contribuir para ampliar a automação dos pagamentos, reduzir tarefas operacionais e estimular a criação de novas soluções para negócios e consumidores.

Fonte: Da Redação