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CULTURA

CINEAMAZÔNIA leva cinema, oficinas e debates a escolas públicas de Rondônia

Festival passa por Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste entre 3 e 7 de agosto

Publicado em 29/07/2026 às 08:51

O cinema volta a ocupar espaço nas salas de aula de Rondônia com a 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o evento promoverá sessões gratuitas de filmes, oficinas e debates em escolas públicas de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste, ampliando o acesso de estudantes e educadores à produção audiovisual brasileira.

A programação reúne filmes de diferentes regiões do país, com destaque para produções que abordam questões ambientais, sustentabilidade, memória audiovisual e a realidade amazônica. Além das exibições, os alunos participarão da oficina "Introdução à Linguagem de Animação – Stop Motion", que busca despertar o interesse pela criação audiovisual.

Segundo o diretor do CINEAMAZÔNIA, José Jurandir da Costa, o objetivo é utilizar o cinema como ferramenta de educação e formação cidadã.

"Desde sua criação, o festival tem buscado levar o cinema para onde muitas vezes ele não chega. Nesta edição, voltamos às escolas para aproximar os estudantes da produção audiovisual brasileira e amazônica, estimulando o pensamento crítico e a reflexão sobre questões ambientais e sociais que impactam diretamente suas vidas", afirmou.

Além das atividades nas escolas, o festival também promoverá, no dia 5 de agosto, um encontro na Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho. A programação noturna contará com o debate "(Contra) Arquivos Fílmicos de Rondônia" e a exibição do documentário Rondônia: Viagem à Terra Prometida, dirigido por Silvio Tendler. O objetivo é discutir a preservação e a recuperação dos acervos audiovisuais produzidos em Rondônia e na Amazônia, fortalecendo a memória cultural da região.

Criado em 2003, o CINEAMAZÔNIA é um dos principais festivais de cinema da Região Amazônica e tem perfil itinerante, levando produções audiovisuais para comunidades e espaços públicos com pouco acesso a atividades culturais. A proposta é fortalecer o cinema como instrumento de educação, inclusão social e conscientização ambiental.

Nesta edição, as atividades ocorrerão na Escola Estadual Major Guapindaia e na Escola Carlos Drummond de Andrade, em Porto Velho; na Escola Flora Calheiros, também na capital; na Escola Bela Vista, em Candeias do Jamari; e na Escola Paulo Freire, em Itapuã do Oeste.

O festival é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura (Fedec), por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel). A iniciativa conta ainda com apoio da Cinemateca Brasileira e da Sociedade Amigos da Cinemateca, com realização da Acapulco Filmes.

Fonte: Redação