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TRIBUNAL DO JÚRI

Réu é condenado a 72 anos por matar mulher com filha no colo e outro homem em RO

Julgamento em Porto Velho terminou com a condenação por dois assassinatos e a absolvição do segundo acusado.

Publicado em 23/10/2026 às 10:40

(Foto: Divulgação)

Uma condenação de 72 anos de prisão e a absolvição de um segundo acusado marcaram o julgamento de dois assassinatos ocorridos em Porto Velho. O Tribunal do Júri condenou Vinícius Wallace do Casal Marinho pelas mortes de Jaiane Lemos de Souza Neto e Everaldo Oliveira Santos. A sessão terminou na noite desta quinta-feira (22), na 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Pela morte de Jaiane, reconhecida como feminicídio qualificado, Vinícius recebeu pena de 45 anos de reclusão. Pelo assassinato de Everaldo, foi condenado a mais 27 anos. A pena total é de 72 anos, em regime inicial fechado. A sentença também determinou que ele permaneça preso, sem direito de recorrer em liberdade.

Os jurados reconheceram as qualificadoras apresentadas pela acusação, incluindo motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e uso de arma de fogo de uso restrito.

Crimes ocorreram dentro de residência

De acordo com a sentença, os assassinatos aconteceram em 25 de maio de 2024, por volta das 21h, em uma casa no Residencial Colina Park, bairro Nova Floresta, em Porto Velho.

A decisão aponta que Vinícius invadiu o imóvel e atirou duas vezes contra Jaiane, que estava com a filha do ex-casal, de um ano e oito meses, no colo. Em seguida, ele teria arrombado a porta de um quarto e disparado sete vezes contra Everaldo.

A sentença também considerou os impactos das mortes sobre os filhos das vítimas. A filha de Jaiane ficou sem a convivência e os cuidados da mãe, enquanto Everaldo deixou dois filhos menores, incluindo um adolescente que era criado por ele.

Segundo acusado foi absolvido

Railson Ferreira da Silva, que também respondia ao processo, foi absolvido pela maioria dos jurados. Durante a votação, os jurados não reconheceram que ele tivesse participado intencionalmente dos homicídios, afastando a agravante relacionada ao envolvimento de mais de uma pessoa nos crimes.

Com a decisão, a Justiça revogou a prisão preventiva de Railson e determinou a expedição do alvará de soltura.

Familiares das vítimas acompanharam o julgamento e, conforme as informações do processo, buscam recorrer da absolvição do segundo acusado. A sessão foi encerrada às 20h50 de quinta-feira.

Fonte: Da Redação

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