Portal da Cidade Porto Velho

OPERAÇÃO SÚCIA

Justiça condena 15 réus da Operação Súcia após recurso do MPRO

Penas chegam a 12 anos e seis meses por crimes ligados a organização criminosa armada

Publicado em 24/09/2026 às 09:50

(Foto: Divulgação)

Uma nova decisão da Justiça mudou o desfecho da Operação Súcia, que investigou um grupo ligado ao crime organizado em Rondônia. Quinze dos 18 réus que haviam sido absolvidos anteriormente foram condenados após recurso do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A sentença foi proferida em 16 de setembro de 2026, pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho. As penas chegam a 12 anos, 6 meses e 8 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 1.146 dias-multa, equivalentes a R$ 42.020.

A segunda maior pena foi estabelecida em 9 anos, 11 meses e 14 dias de prisão, também em regime fechado, acompanhada de 971 dias-multa, no valor de R$ 35.603,33.

Dos 15 condenados, dez deverão começar o cumprimento das penas em regime fechado e cinco em regime semiaberto.

Organização criminosa armada

De acordo com a sentença, os 15 réus foram condenados por integrarem organização criminosa armada. Seis também receberam condenação por associação para o tráfico e um deles foi condenado ainda por tráfico de drogas.

O caso teve um primeiro desfecho diferente. Em março de 2024, uma decisão havia reconhecido suposta nulidade e determinado a retirada das provas digitais e das informações delas decorrentes, resultando na absolvição dos 18 acusados.

O Gaeco recorreu da decisão e, em setembro de 2025, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) acolheu, por unanimidade, o recurso do Ministério Público e determinou que os acusados fossem novamente julgados.

Com o novo julgamento, 15 dos 18 denunciados foram condenados por pelo menos um dos crimes atribuídos a eles na denúncia.

Investigação começou dentro de presídio

A investigação que deu origem ao processo começou após a apreensão de um celular durante uma inspeção na Penitenciária Edvan Mariano Rosendo, em Porto Velho, em dezembro de 2020.

O aparelho teve o conteúdo extraído com autorização judicial por um setor especializado da Polícia Civil de Rondônia. Outros dispositivos apreendidos posteriormente também foram analisados pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec).

As informações obtidas durante a apuração deram origem à Operação Súcia, deflagrada pela Polícia Civil em julho de 2021.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), ligada ao Departamento de Estratégia e Inteligência (DEI). A partir das provas reunidas, o Gaeco apresentou denúncia contra 18 pessoas.

Segundo a acusação, o grupo tinha estrutura hierárquica e divisão de funções, com integrantes envolvidos em tarefas como administração da organização, arrecadação de recursos, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

Drogas e armas serão destruídas

A sentença também determinou a destinação dos materiais apreendidos durante a investigação. A droga deverá ser destruída, enquanto uma arma de fogo será encaminhada ao Exército Brasileiro para destruição.

As munições e os acessórios deverão ser enviados ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, para guarda ou destruição, conforme determinado judicialmente.


Os demais objetos apreendidos deverão ser devolvidos aos interessados ou destruídos, de acordo com as condições estabelecidas na sentença.

Fonte: Da Redação

Envie sua notícia