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CASO DALTO

Caso Dalto: júri condena três réus por assassinato de empresário em RO

Julgamento em Porto Velho condenou três réus; mulher recebeu pena por ocultação de cadáver

Publicado em 19/10/2026 às 15:10

(Foto: Divulgação)

Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri condenou três réus pelo assassinato do empresário Edson Nascimento Dalto, morto em maio de 2024 na zona rural de Candeias do Jamari, em Rondônia. As penas dos dois homens condenados por homicídio chegam a 47 anos e 8 meses de prisão, enquanto uma mulher recebeu um ano de pena por ocultação de cadáver.

O julgamento foi encerrado na sexta-feira (16), em Porto Velho. Daniel Barroso de Souza foi condenado a 28 anos de reclusão, e William Borges Costa, a 19 anos e 8 meses. Ambos cumprirão inicialmente as penas em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Já Jucelainy Coelho de Araújo, ex-esposa de Daniel, foi condenada a um ano por ocultação de cadáver. A pena, em regime aberto, foi substituída pela prestação de serviços à comunidade.

Empresário foi morto com colher de pau

De acordo com a acusação, o crime ocorreu em 8 de maio de 2024, na Fazenda Evelin, localizada na região do distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari. Dalto, de 54 anos, era empresário e fazendeiro, dono de um mercado e de uma propriedade rural.

As investigações apontaram que o assassinato aconteceu após uma discussão entre o empresário e dois funcionários da fazenda. O desentendimento teria começado por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração do local.

Segundo a apuração, a vítima foi agredida com uma colher de pau e morreu em decorrência da violência. Depois, o corpo foi levado e jogado em um rio da região. Dalto estava desaparecido havia três dias quando foi encontrado.

Réus receberam penas por homicídio qualificado

Daniel foi condenado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Entre as qualificadoras reconhecidas pelo júri estão motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi fixada em 28 anos de reclusão, além de 10 dias-multa.

William recebeu condenação pelos mesmos crimes e qualificadoras. A pena total foi estabelecida em 19 anos e 8 meses de prisão, também em regime inicial fechado, além de 10 dias-multa.

Conforme a acusação, Daniel teria atuado como mentor do crime. Os dois homens trabalhavam na propriedade de Dalto e permanecem presos desde a época da investigação.

Jucelainy foi condenada por participação na ocultação do cadáver. A pena de um ano de reclusão, acrescida de 10 dias-multa, foi substituída por uma medida restritiva de direitos, consistente na prestação de serviços à comunidade.

Defesa pretende recorrer da decisão

Em nota, a defesa dos réus afirmou que respeita a decisão do Tribunal do Júri, mas pretende recorrer. Os advogados alegam que há questões jurídicas que precisam ser reavaliadas pelo Tribunal de Justiça.

“Entendemos que existem questões jurídicas relevantes que merecem ser submetidas à apreciação do Tribunal de Justiça. Reafirmamos nosso compromisso com o devido processo legal, a ampla defesa e o exercício de todos os meios recursais legalmente assegurados”, afirmou a defesa.

Julgamento havia sido adiado em maio

O júri estava previsto inicialmente para maio de 2026, mas foi adiado depois que os advogados de defesa deixaram a sessão no dia 12 daquele mês. Na ocasião, eles alegaram que não tiveram tempo suficiente para analisar documentos anexados ao processo.

A nova sessão foi realizada em Porto Velho e durou dois dias, terminando na sexta-feira (16), com a condenação dos três réus.

Fonte: Da Redação

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