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OPERAÇÃO

PF cumpre mandados contra grupo acusado de fraudes tributárias em Rondônia

São cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta

Postado em 04/08/2020 às 08:48 |

(Foto: Divulgação)

(Foto: PF-RO - Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (04) a Operação Macchiato, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável pela prática de fraudes tributárias em desfavor da União em Rondônia. Estão sendo cumpridos onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D’Oeste. A ação é realizada em conjunto com a Receita Federal.

De acordo com Polícia Federal, as investigações apontam que grandes empresários do Estado,  utilizavam o nome de terceiros, os chamados "laranjas", para constituírem empresas fictícias e, posteriormente, simular, através da emissão de notas fiscais fraudulentas, transações de compra e venda de café. Após movimentarem quantias milionárias, as referidas empresas acabam sendo extintas sem, contudo, adimplirem com quaisquer de suas obrigações tributárias.

A PF informou que apenas uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura, entre os anos de 2010 a 2019, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas.

Ainda de acordo com a Polícia, após a conclusão das investigações, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

O nome da operação

Macchiato – faz alusão a uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados e, agora, reprimidos.


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