Ensino Superior
Universidades federais tem o menor investimento em 22 anos
Dados fazem parte do Painel Financiamento da Ciência e Tecnologia.
Publicado em 23/11/2023 às 15:56
O estudo do Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência (Sou Ciência) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revela que os investimentos nas universidades federais brasileiras atingiram os níveis mais baixos em mais de duas décadas. As verbas destinadas a obras, equipamentos e melhorias para pesquisa e ensino foram mínimas em 2021 e 2022, com um declínio progressivo nos últimos anos.
Em 2021, as 69 instituições de ensino receberam apenas R$ 131,6 milhões, o menor investimento anual desde 2000. No ano seguinte, o valor subiu para R$ 188,7 milhões, ainda assim sendo o segundo mais baixo em duas décadas. Essa tendência de baixos investimentos coincide com o governo de Jair Bolsonaro, especialmente notável em 2019, quando apenas R$ 194,6 milhões foram direcionados.
A coordenadora do Sou Ciência e ex-reitora da Unifesp, Soraya Smaili, expressou preocupação com os impactos negativos desses cortes, afirmando que eles prejudicam a pesquisa, o ensino e o papel social das universidades, resultando em obras paradas, infraestrutura deficiente e limitações no atendimento em áreas como hospitais e projetos sociais.
Além disso, o estudo ressalta que os anos com maiores investimentos foram em 2011, 2012, 2013 e 2014, chegando a valores superiores a R$ 1 bilhão.
Os dados também revelam que os orçamentos totais, considerando despesas correntes, folha de pagamento e assistência estudantil, tiveram um crescimento gradual até 2019, atingindo R$ 62,2 bilhões, mas caíram para R$ 53,2 bilhões em 2022, equiparando-se aos valores de 2013.
O texto do estudo destaca que, sob a gestão de Bolsonaro, houve uma redução anual nos orçamentos totais, totalizando uma perda de R$ 8,7 bilhões durante seu mandato, revertendo o crescimento constante que vinha sendo observado desde o início do século.
Houve também impactos nas despesas correntes, na folha de pagamento e na assistência ao estudante, com quedas significativas em valores investidos, revertendo tendências de crescimento anteriores.
*Com informações da Agência Brasil
Fonte: Da Redação
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