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FRAUDES

Secretário-adjunto da Sesau está entre os investigados da operação Polígrafo

O nome titular da Sesau, Fernando Máximo, não é citado nas investigações

Postado em 30/07/2020 às 10:53 |

(Foto: PF-RO - Divulgação)

A Polícia Federal confirmou que o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Saúde de Rondônia (Sesau), Nélio de Souza, está entre os investigados na "Operação Polígrafo", deflagrada na manhã desta quinta-feira (30). O nome titular da Sesau, Fernando Máximo, não é citado nas investigações.

A operação decorre de trabalho investigativo realizado em parceria entre a Polícia Federal (PF/RO), o Ministério Público (MP/RO) e a Controladoria-Geral da União (CGU/RO). O objetivo é investigar suposto esquema de fraudes na aquisição emergencial de 100 mil testes rápidos de covid-19. 

Segundo a Polícia Federal, também são alvo da operação, o gerente administrativo da Sesau, Álvaro Amaral e a representante comercial da empresa BuyerBR, Maíres de Carli, além da empresa Level Importação, Exportação e Comércio S/A, com sede em Itajaí (SC), responsável pela logística de busca e entrega nos materiais da China para o Brasil.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã, na residência do secretário-adjunto da Sesau, Nélio de Souza e no Centro Político-Administrativo do Governo de Rondônia (CPA) em Porto Velho. Também foram expedidos mandados para Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

Em nota, o Governo de Rondônia informou que está colaborando com a "Operação Polígrafo" deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje (30) e vai aguardar a conclusão das investigações para se manifestar.

Investigações

As investigações apontam que na ocasião da contratação, os agentes públicos descartaram empresas previamente selecionadas em chamamento público realizado pela Supel, para adquirir os testes e contrataram a empresa investigada com manifesta incapacidade técnica para prestação do contrato, nos termos definidos e necessários ao Estado de Rondônia.

Foi apurado que a Sesau realizou pagamento antecipado de 30% do valor do contrato, ou seja, R$ 3.150.000,00 à empresa investigada, a qual não tinha registro dos produtos na Anvisa à época do certame. A não possuía autorização para comercialização de produtos de saúde e laboratoriais e, a despeito do valor do contrato (R$ 10.500.000,00), apresenta capital social de apenas R$ 174.000,00 (incompatível com o valor do certame).

No rol de propostas descartadas, ainda constavam ofertas de kits por valores menores ao adquirido.


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