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JUSTIÇA

Atuação do MPRO resulta em condenação de réu por feminicídio ocorrido em Monte Negro

Réu foi condenado a 45 anos de pena e pagamento de indenização de R$ 80 mil à família da vítima

Publicado em 15/05/2026 às 13:48

Foi a júri popular nesta sexta-feira (15) o réu V.C.R, pela morte de sua ex-companheira em Monte Negro, na Comarca de Ariquemes. O júri teve a atuação da promotora de Justiça Tereza de Freitas Maia Cotta, que sustentou as teses acusatórias acolhidas pelo Conselho de Sentença.

O acusado foi condenado a 45 anos de pena privativa de liberdade, em regime inicial fechado.

O Juiz Presidente do Tribunal do Júri fixou, ainda, a pedido do Ministério Publico, a título de indenização à família da vítima, o valor de R$ 80 mil.

O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro de 2024, após a vítima e o acusado saírem de uma festa em um bar da cidade.

Luzia Pedra Vieira foi brutalmente assassinada enquanto caminhava, com golpes profundos de canivete na região do pescoço, que atingiram a jugular.

De acordo com o inquérito, momentos antes do crime, ambos estavam em uma festa e, o homem, enciumado, teria enviado mensagens à irmã da vítima, dizendo que iria matar a ex-namorada.

Em plenário, o Ministério Público sustentou que o crime foi cometido por motivo torpe em razão de ciúmes e sentimento de posse, nutridos pelo réu. Os jurados reconheceram que o feminicídio foi praticado com recurso que dificultou a defesa da ofendida e o meio cruel, em razão da brutalidade fora do comum com o que o delito foi praticado. Luzia deixou uma filha com deficiência visual.


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